Depois de uma noite atribulada , deitei e dormi sem perceber, acordei no dia seguinte com ruido do jornal sai e o pequei, despercebida reparei na placa da rua , simplesmente havia mudado de Rua dos Colibris para a rua YN-15.
Achei estranho mas não me preocupei , ao entrar novamente em casa os móveis não eram os mesmos, parecia que tudo havia envelhecido , quadros e lustres surgiram do vago, comecei a entrar em panico, não poderia estar acontecendo isso , abri o jornal e a data era de 28 de agosto de 1982, eu estava no passado distante na casa da rua YN-15 ! Não poderia acreditar , tinha lido que neste dia ocorreu um assassinato de todos que habitavam nesta casa, e nada havia desvendado por falta de provas e vestígios.
Tac... Tac... ouvi passos , me escondi rapidamente pela luz turva atrás da cortina , dia estrava nublado mas com pequenos lances de ventos e folhas silenciosas. Avistei ao fundo um homem alto, meio carcundo de aparência fria, andando em direção da cozinha , fui atras deixando de lado meus calafrios , ao chegar na cozinha o homem estranho retirou do bolso esquerdo do paletó empoeirado uma linha de náilon, no momento apavorada sai correndo gritando, mas por algum motivo ninguém me via muito menos me ouvia.
Na cozinha estava um casal e um garoto jantando harmoniosamente, e esse homem os enforcaram subitamente com seu fio , depois de alguns segundos todos estavam estirados no chão , o homem indefinido retirou somente o garoto e desapareceu sem deixar vestígios no ar .
Durante todo esse tempo tentei reagir mas meu corpo não respondia minha vontade, fiquei parada somente assistindo a cena , como uma filmadora. Nesse instante tudo começou a voltar como era antes, minhas coisas na verdade a minha real casa , os cardavares o homem e o garoto desapareceram assim como a data do jornal.
Com essa visão sai desesperadamente para um posto policial , cheguei e relatei o todo o acontecido ( sabia que não iam se importar por um caso acontecido mais de 20 anos , mas tinha que contar).
No momento ficaram pasmos , mas pegaram o telefone e eu fiquei agrando uns minutos , dentre esses minutos chegaram uma companhia de desespero com camisas de forças e me levaram
Hoje ainda estou aqui, mas sei que tudo que vivenciei foi real , e nada ( nem choche e conceitos contrários) irão mudar isso .

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